quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Resenha : Cidades de Papel (John Green)

 

Olá !!! Enfim terminei o livro e acho que nao demorou muito , se comparado á ( acho digno de exemplo por ser do mesmo autor ) A culpa é das estrelas, que eu demorei muito pra pegar o ritmo da coisa, e acabei deixando o livro de lado , mas valeu demais pelo final *-*.
 Agora vamos falar de Cidades de Papel, do John Green, e o título é super digno já que tem repercurssão por todo o livro. Bem , o protagonista da nossa trama , é Quentin Jacobsen, ou apenas Q, que é vizinho de uma garota chamada Margo. Q é fissurado por ela , desde quando eles eram crianças. Mas ela sempre foi um pouco misteriosa, um pouco é muito pouco , Margo era simplesmente o mistério em pessoa, ela era diferente , era uma garota de papel como ela diz no fim do livro. Eu a interpreto como um curinga no baralho , diferente dos demais , ora útil, ora não.


 Quando crianças , Q e Margo estavam casualmente brincando no parque perto de casa , quando encontram um cara morto perto de uma árvore , Robert Joyner. Óbvio que eles saem correndo e vão pra casa, mas Margo vai a fundo na história e decide descobrir a causa da morte , na verdade, não descobre muita coisa , mas ainda assim , pra uma criança, é sim , muita coisa. E depois daquele dia , os dois pararam de brincar juntos, de conversarem, cada um seguiu seu caminho, Margo, abelha rainha dos populares da escola, e Q , apenas um garoto comum que chega atrasado todos os dias e espera seus amigos Ben e Radar todos os dias depois da aula, na sala de ensaios . 


 Só um pouquinho sobre os personagens , John conta e satiriza , que os pais de Ben são donos da maior coleção de papais noéis negros do mundo , entraram até pro guiness book, e Radar morre de complexo com isso, mas é meio que muito psicodélico lotar uma casa com papais noéis negros. Achei muito criativa essa parte, ainda que contribui pro humor da história.
 Em um belo dia ( baita clichê, introdução de terceira série hahaha) Margo, aparece na janela do quarto de Q, com a cara pintada de preto e um capuz. Acho que já dá pra sacar que ela é ( sendo humilde) meio louca, e então aborda Q e a minivan dos pais dele, com ele de motorista , só pra frisar, e então vão pregar peças nos ex-amigos de Margo. O motivo : o namorado dela ( Jason) estava traindo ela com a melhor amiga dela ( Becca) Uuuuuiih . Na noite eles fizeram 11 coisas , dentre elas, ligar para o pai de Becca para flagrar ela e Jason "having a moment" no porão da casa dela, depois tirar foto do Jason correndo nu. Outras mais: colocar peixe nos carros , pixar a letra M, depilar a sobrancelha de Chuck Parson ( ele era aqueles caras chatos , que surram o mocinho da história ). Ah nao posso esquecer que eles invadiram o SeaWorld. 
 Quentin, apesar de quase ter morrido de nervos ( se é que alguém morre disso ), ainda adorou a noite, passar uma noite fora da rotina e ainda com Margo! 


  Vou tentar ser breve pra não estragar as surpresas ok?! Quando chegou na escola no dia seguinte , super empolgado pra rever Margo e tudo o mais, ela simplesmente tinha fugido de casa, e boatos sobre ela ja começavam a aparecer ( a garota adorava uma fuga, e já voltara várias vezes pra casa com histórias dignas de livros) . E é assim que a trama realmente começa... Quentin, fica desesperado e começa a procurar por pistas , já que ela costumava deixar pistas. E ela realmente deixa pistas pra ele, as quais ele não interpreta muito bem. 
 Q conta com a ajuda de Ben e Radar para descobrir pistas e tudo o mais, encontram um lugar abandonado e descobrem que Margo costumava ir até lá , e então Q finalmente descobre que ela não era o que ele achava que era
 "Que coisa mais traiçoeira é acreditar que uma pessoa é mais que uma pessoa" ( pág. 337)
 Nessa busca por pistas e viagens a lugares ditos de papel, Q se envolve mais e mais no sumiço da menina, deixando o livro num tom de mistério, mas sem perder o humor característico! 
 Pistas, e mais pistas, pistas que nem eram pra ser pistas , acabam levando Q, Radar, Ben , Lacey ( namorada do Ben, e amiga de Margo) ás pressas pra Agloe, uma cidade de papel, que era pra existir apenas no papel ( pessoas que fazem mapas colocam essas cidades para proteção contra quebra de copyright, tem bem esplicadinho no livro) mas um cara resolveu construir um prédio no bem no lugar , então passou a existir realmente. E foi pra lá que eles embarcaram na minivan , apelidada de Dreidel ( meu corretor tá sofrendo com os nomes desse livro!) 
 Bem, vou dizer que não concordei com o final, esperava algo mais BOOM! Mas, conhecendo os personagens , como o livro te permite conhecer, não teria como ser diferente. Não vou contar o final pra não perder a graça. 
 Enfim , achei super divertido o livro. Green dessa vez está aprovado no quesito "manter o leitor dentro da história" , e ainda me surpreende por ser totalmente diferente de outros livros dele, não é como Nicholas Sparks, que vocé já lê esperando uma morte no final, acho que fica meio apelativo, apesar de amar as histórias dele ( sou melodramática á nível). 
 Super hiper recomendo , pra quem quer rir, e pra quem tá com tempo pra desfrutar de uma boa leitura !

Gostaram da resenha? Então dá um curtir , ou comente se preferir! Pra continuar acompanhando o blog, é só clicar em curtir a página no cabeçalho ao lado ! 

Um comentário:

Bia Vitoria disse...

Hm. Só quero dar ênfase ao fato de "a maior coleção de papais-noéis negros" pertencerem aos pais de Radar, não os de Ben. Rsrs'