quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pensamento do dia : Em falta de abraços, encharco meu travesseiro.



" Numa noite de chuvas, ventos e frio, você sente falta de um abraço, mas só encontra o travesseiro para se encostar, talvez ir mais além e tentar tirar dele o que tanto quer, um abraço, talvez se sinta mais íntimo e o faça de ombro amigo, encharcando-o com lágrimas pesadas e cheias de sentimentos.
 Talvez o sentimento certo seja raiva, talvez causado por ser ignorada, talvez causado pelo buraco presente no peito, aquele que vem tentando tapar desde a última vez que sentiu isso. Não é fácil fingir estar bem toda hora, mas também não é fácil explicar pra todo mundo o que você tá sentindo, é como se fosse difícil demais pra eles entenderem... "
 Uma ligação, eu estava animada- animada não é a palavra certa, talvez estivesse um pouco feliz apenas porque o veria novamente, porque teria de novo a certeza de que ele tinha mudado, e que tudo seria diferente no próximo ano, diferente do ano anterior, diferente das minhas cicatrizes...- finalmente atenderam e do outro lado, chamaram por ele, 5 palavras mais um tchau, acho que ouvi "te amo" mas me esqueci de prestar atenção, quando o disse, já estava a desligar o telefone, já haviam lágrimas e soluços. Eu tento acreditar nesse "eu te amo", mas como uma pessoa pode amar e nunca ligar, pode amar e só conversar por 5 palavras, como pode amar e não se importar se você está bem ou se está totalmente traumatizada?
 Ele é sempre frio como a neve, e sempre alegre como o Sol. Agitado como o mar em dias de chuva, e calmo como o vento em dias ensolarados... E isso só me deixa a pensar se ele realmente me ama quando diz, ou apenas finge por ser regra dizer, se às vezes ele é sincero ou se sempre está no personagem.
 E eu? Eu apenas permaneço na imensidão de tentar esquecer cada momento que não me traga boas lembranças, de esquecer cada lágrima caída e desperdiçada. Às vezes sou fria como ele, às vezes nem sei, e também indecisa, no frio e quente ao mesmo tempo. Mas eu só permaneço em mim, com respiração profunda, às vezes febre, e submersa a um poço de memórias, às vezes respiro à superfície, as vezes apenas fico às margens observando e também sendo observada, mas é que é incomodo demais pra todos, me ver e ter que perguntar "como vai?", então é mais fácil fingir cegueira, e me deixar ali, sendo cobaia do meu próprio coração e presa nos meus próprios medos de dizer tudo aquilo que eu queria à quem precisava ouvir.Mas em vez disso, apenas deito, e em falta de abraços, encharco meu travesseiro com lágrimas...

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