quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Livro: Sushi - Marian Keyes



 Meu livro é versão pocket e custou acho que 15 reais no site da Submarino. No meu ponto de vista, a autora foi muito feliz ao escrever esse livro, porque ele é simplesmente encantador, ele não te deixa perder o foco nem o interesse em nenhum ponto. Um pouco divertido, trágico e romântico o conto trás três personagens como principais: Lisa, Ashling e Clodagh. Conta muito sobre os costumes Irlandeses, de como eles amam beber, e como se fumar fosse a coisa mais legal no mundo, só que não! Vou fazer um breve resumo: 
Lisa, era muito feliz com seu trabalho na diretoria da revista Femme em Londres, trabalhava duro e sempre teve como objetivo se superar, sendo fria com quem quisesse, e só se importando com o profissional da coisa. Esperando ser promovida para dirigir uma revista em Nova Iorque, foi surpreendida quando lhe contaram que deveria ir para Dublin, na Irlanda – a autora é Irlandesa e numa página ou outra aproveita para contar costumes do país- que no início ela se sente desesperada , e praticamente quase morre por ter que morar naquela cidadezinha-sem-nada, apenas achando conforto em cigarros e bebidas- coisa que praticamente se aborda em todo o livro, a autora faz muita menção ao cigarro como se fosse um refúgio, e como se fizesse bem, eu tenho muita aversão ao cigarro, e com a leitura, pude ver por um lado diferente quem fuma, não como um psicopata que é viciado apenas por diversão, mas alguém que sofre por alguns problemas e ali encontra um modo de se afastar, mas de maneira alguma é um motivo certo para entrar nesse vício, nesse caso, é melhor se viciar em outras coisas e não em drogas.
Lisa se separou de seu marido Oliver- com quem casou em Las Vegas- e começa a ter uma queda por seu chefe em Dublin, Jack Devine- mas não vou contar o resto porque fica sem graça pra quem vai ler o livro hahaha.
Entre tantas reviravoltas em sua vida, Lisa, após o lançamento da nova revista Coleen, começou a “gostar” de Dublin, dos seus vizinhos-crianças, de Kathy e Francine, até sentia saudades de sua mãe, e notou que precisava trabalhar menos e dar mais importância à certas coisas na vida.
Ashling se torna assistente de Lisa, trabalhando na Coleen também, apelidada por “Senhora-quebra-valho” por Jack Devine, ela sempre tinha em sua bolsa tudo o que era preciso na vida, band-aids, elixir de não sei o que lá, bloquinhos, caneta, etc. Ashling sofreu muito na ifância quando sua mãe estava depressiva, então ela tinha que cuidar de seus irmãos e passava a maior parte do tempo com Clodagh durante a adolescência, a qual foi sua amiga durante muitos anos. Ashling morava num pequeno apartamento, no qual haviam dois amigos que também moravam no mesmo prédio: Joy e Ted. Joy, uma amiga fissurada num metade-homem-metade-texugo e Ted, que se tornou humorista apenas para conseguir uma namorada, o que deu certo, e nessa, Ashling também arranjou um, na verdade hesitou de primeiro termo, por causa de suas sardas e outras coisas mais, mas depois ao vê-lo no palco, Marcus Valentine parecia o homem perfeito, e era, até ela descobrir que ele a havia traído com sua melhor amiga Clodagh.
Clodagh tem dois filhos com Dylan, um homem lindo, que quando o conhecera ele estava saindo com Ashling e ela (roubou) ficou com ele pra ela. Lindo, com um bom emprego, bom salário, dava de tudoo que ela pedia, eu simplesmente fiquei revoltada com essa personagem porque a pessoa tinha absolutamente tudo, mas era incondicionalmente infeliz consigo mesma. Vivia brigando com seus filhos e não conseguia educá-los corretamente, e para afastar o tédio vivia a reformar a casa- colocava papéis de parede novos a cada semana, foi quando começou a sair com Ashling e seus amigos, tomara todas numa noite, e em outras já estava dormindo com Marcus, deixando todos boquiabertos, estragando seu casamento, e a vida de Ashling que entrara em depressão, mas ninguém mais lindo do que Jack Devine para ajudá-la nessa... hahaha.


Clodagh por fim, se sentiu bem por não ser mais casada e nem continuar tendo um caso com Marcus- um humorista inseguro que quer todas as atenções à todo momento- e se sentiu livre para todos os garotos desfrutarem da sua beleza.
Não sei se deveria contar o fim dessa maneira, afinal se alguém quiser ler o livro já vai saber o fim, então só pular essa parte, mas Jack Devine e Ashling no final ficam juntos e ele a faz jogar no mar sua bolsa com toda a parafernalha que sempre levava junto de si. Agora o fim de Lisa, mantenho em segredo, mas posso afirmar que todas as 3, encontraram a felicidade que tanto buscavam e entre linhas tortas conseguiram seus ideais.
Então o que o livro ensina é que não importa como nossa vida esteja ruim, sempre pode piorar, brincadeira ! Tiro como base que às vezes pensamos estar no fim do poço, quando tudo dá errado, quando a cada passo que você dá, mais você desce, e aí vem o desespero a depressão, e você pensa que não tem lado positivo de nada e que o certo é chorar e permanecer imóvel até poder abrir os olhos e ser tudo diferente, mas não é bem assim que funciona, a vida segue, e você não pode parar o tempo e ficar ali, tem que encarar de frente cada obstáculo, cada descida inclinada da montanha-russa da vida, erguer os olhos e enxergar a frente, dar tempo ao tempo, e num dia ou em outro você vai se acostumar com a nova vida, ou com o chifre que levou, ou até com a burrada que fez ao por chifre na sua melhor amiga, mas do que importa ficar se chicoteando? Simplesmente uma hora ou outra você se acostuma com a ideia e a encara como parte da sua vida, acolhendo-a e permitindo que fique, já não causa mais dor, e sim resistência. E é isso que é o importante, aprender com os erros e enfrentar os parâmetros de vida que nos são empregados e o qual somos submersos.  

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