quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pensamento do dia: Um romance de costume .



 Costumes todos têm, costume de cruzar os dedos pra dar sorte, costume de dormir depois do almoço, costume de rir depois de uma piada. E mesmo que tentemos mudar esses costumes, eles sempre nos perseguem, não deixando que esquecemo-nos deles. Acho até engraçado, eu tenho o costume de quebrar a cara e ir escrever sobre o que dizem "amor", porque querendo ou não é uma incógnita, e ninguém sente igual, cada um tem seu jeito de amar, assim como cada um tem seu costume. E às vezes- sejamos sinceros, na maioria das vezes- a gente sempre dá aquela escorregada e se apaixona pelo cara que não tem nada a ver, e que "ama" de um jeito todo errado do seu. Não é por querer, mas machuca quando as coisas não "batem", afinal, "os opostos se atraem" é bonito só no papel.
 Há algumas semanas me apaixonei conversando, me apaixonei por alguém que nem conhecia, mas que não sei se foi o sotaque ou o jeito de sorrir, mas aquele cabelo meio bagunçado fez meu coração bater mais forte do que deveria. No início, foi meio incômodo, mas depois, me acostumei com o ritmo acelerado e as borboletas no estômago, acho que elas ficaram ali por tempo demais por sinal. Foi só uma conversa, mas o suficiente pra uma garota ingênua se perder em palavras, e só ter tempo de perguntar o nome, o nome completo pelo menos. Só adianto que nunca mais o vi e assim que nos despedimos, corri no celular e o procurei no facebook, finalmente encontrei, enviei o convite e permaneci na espera da notificação de que ele teria aceitado, por favor, a gente precisava conversar de novo.
 Fui pra casa, a tarde acabou, e quando o sol já estava se pondo, consegui dar um "oi virtual" pra quem havia esperado o dia inteiro. Foi impressionante, como até via internet ele conseguia me fazer rir, ele conseguia manter todo aquele charme com as palavras, e até demonstrar um pouco do sotaque engraçado.
 E assim foram se passando dias, a gente não marcava de se encontrar, eu estava esperando me apaixonar mais, estava esperando ter a certeza de que "era ele" pra poder me declarar, mas queria fazer isso pessoalmente, não sei bem, mas ele parecia gostar de mim e eu estava adiando o tanto quanto podia, porque pra mim era difícil abrir meu coração daquele jeito.
 Minha vida estava, como posso dizer, completamente perfeita, só faltava eu dar mais um passo e bum ! estaria namorando com quem meu coração havia escolhido, eu já tinha me acostumado com as borboletas e tinha até aprendido à controlá-las, até que hoje, quando fomos conversar, eu disse meu oi , como sempre, mas então, do outro lado responderam algo assim " oi , aqui é a namorada dele". Eu não sabia se era verdade ou se era mentira, só sentia aquelas borboletas congelando e se tornando um frio tremendo no coração, e um fervor terrível na cabeça, não sabia se me matava ou mandava um vírus pra ele, porque a gente nunca mais ia se ver, eu nem sabia onde ele morava, nem sabia quem ele era e não sei onde estava com a cabeça pra me apaixonar desse jeito por alguém "sem endereço". Apenas o exclui, nem quis saber se era verdade ou não, porque eu nunca ia saber a verdade realmente, mesmo que falasse que era mentira, não tinha como saber, eu não o conheço, e nunca vou conhecer.
 Já com o coração quebrado, e com as lágrimas caindo sem parar, pude ir mais uma vez, como de costume, escrever sobre sobre as armadilhas e sobre a tristeza que vem depois quando a gente acorda de um sonho que costumamos chamar de "amor".

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